sábado, 17 de março de 2012

Completamente...

Depois de muitos meses sem escrever, hoje resolvi compartilhar algo, então segue um texto sobre o significado de completar, ser completo!!!



Diante das coisas da vida, sempre estamos em busca de algo! Então, comecei a pensar sobre quando se está completo... este termo é bastante interessante frente a sua complexidade de significado. O dicionário apresenta pelo menos quatro definições, na internet mais de 6 milhões de sites foram apontados nas buscas, mas dentre todos estes tenho minha própria concepção. Vamos lá!
Bem, para se estar realmente completo, são necessárias algumas coisas, alguns podem pensar em muito dinheiro, muitos amigos, família grande, enfim... outros, morar numa bela casa, talvez a beira da praia, ou numa montanha, aquele amigo... mas na verdade, não é preciso tanto, pois nossa vida é repleta de mudanças, isso porque, muitas vezes, se quer trocar de casa, de cidade, de amigos, mais dinheiro, menos trabalho, mais companhia, estar sozinho... são vários os momentos!
Sem grandes filosofias fico com a definição de que completar é tornar reciprocamente completo! Isso se refere ao fato de que para estar completo eu preciso completar também. A ideia da recíproca é infinitamente necessária à condição de completude. E nada melhor para se completar do que um grande amor, não aqueles que se descobre em qualquer lugar, mas um pra vida inteira, que se sonha estar velhinho ao lado, onde cada momento é especial, brincar, conversar, comer, grandes planos são fantásticos e as pequenas coisas são extraordinárias...
Esse tal grande amor não se encontra em qualquer esquina! Ou talvez sim, pode se esbarrar nele ou ter que viajar quilômetros, uns encontram na adolescência, outros na velhice, infelizmente alguns nem encontram, ou deixam passar a oportunidade... essas coisas não se planeja, não se escolhe, nem se é escolhido, acontece ao mesmo tempo, duas pessoas de repente de sentem completas ao estarem juntas. Se tivesse uma fórmula ou um mapa para dar fim a essa busca, poderia custar o preço que fosse, não ficaria nas prateleiras, muitos dariam a vida por um grande amor!
E quando penso nisso, não afirmo que cada um sempre vai precisar de outro para ser feliz, tem pessoas que são felizes sozinhas, se completam com suas realizações próprias, com a família, com amigos, enfim, cada um tem seu jeito. Mas penso que envelhecer com alguém é sensacional, seja que companhia for, do seu jeito, do jeito de cada um!!! O importante é que cada pessoa encontre a forma de não só estar completa, mas de ser completa, em todos os sentidos! Cada forma de amar nos lembra do quanto precisamos de sentimentos bons, para continuar. E isso parte de nós mesmos, a felicidade realmente está dentro de nós! E se ainda não encontrou sua forma de ser completo, dê uma chance a si mesmo, observe, tente novas coisas, abra os olhos, mude simplesmente, ouse, acredite que é possível ir mais longe, ou volte, perdoe, desista, largue de mão, comece de novo, revolte-se, abra mão, segure, agarre, arrisque, jogue tudo, ou nada, encontre uma forma, um jeito, um modo que seja não apenar de estar completo, mas de ser completo reciprocamente!

(The end)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dono do Mundo!

Há muitos dias sem escrever, estou com uma sensação de que realmente compartilhar pensamentos e sentimentos através das palavras é mais que uma terapia. É algo realmente maravilhoso... faz falta!!! E mais uma vez estou aqui refletindo sobre alguma coisa.

Hoje fiquei pensando após assistir um filme curto que, aliás, indico a todos (Deus é o dono do meu negócio), sobre a sensação de ser dono de alguma coisa. Em um mundo cada vez mais consumista, quem não gosta quando tem a certeza de que naquele momento é “dono” exclusivo de algo. Possuir é sonho de muitos e realidade de alguns.
No twitter o Pr. Silas Malafaia hoje falou sobre ser solidário e fico imaginando quantas pessoas seguem essa filosofia e quantas não seguem. Lembro-me de como é mais comum querer comprar, do que, querer doar! Se o segredo de receber é tão simples porque a maioria das pessoas não conseguem se desfazer do sentimento de serem por apenas um instante donos do mundo?
É interessante pensar sobre esta questão e eu me vejo fazendo pouco para difundir algo sobre aquele que é realmente “Dono do Mundo”. Deus em sua infinita grandeza e poder quer obediência e adoração de nós, mas nós apenas queremos pedir e pedir e pedir. Quando o segredo de receber é tão magnânimo, mas ficamos procurando por atalhos e “jeitinhos” de receber sem abrir mão de nada.
Alguma teoria que não me lembro qual é, diz que quando compramos algo, deveríamos nos desfazer de outro, como quando levo o fogão novo para casa, vendo, troco ou doo o antigo. Mas não fazemos isso. Vamos acumulando coisas e mais coisas dentro de casa e acabamos também por acumular sensações, emoções, atitudes, acumulamos coisas eternas em uma vida passageira. Complicamos algo tão simples como a felicidade. O próprio Deus nos ensina, mas não praticamos, e assim vamos perdendo e perdendo sem receber o que realmente é importante.
A efemeridade da vida deveria ser perceptível, mas não percebemos na maioria das vezes que tudo se vai, se perde... nos deparamos e nos “empacamos” em coisas, palavras, atitudes tão simples que vamos acumulando momentos infelizes, preferimos “ter razão que ser felizes”, mas em algum momento vamos perceber, que ceder não é perder, voltar atrás não é necessariamente estar atrás e que fazer feliz é nem sempre ter razão.
Que a generosidade divina permita uma geração sem tanta alegria encontrar caminhos e maneiras de compartilhar o bem de muitas formas e que obedecer a Deus seja prioridade, pois, o caminho da obediência, sem atalhos, levará a plena felicidade e quando se descobrir isso não seja aí, tarde demais!!!

(The end)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Escrever escrevendo...



Este texto que compartilho hoje foi escrito por mim já faz um tempo, mas nunca tinha colocado em lugar nenhum. Hoje em homenagem ao meu aniversário resolvi colocar mais um texto meu por aqui. Fiz algumas adaptações do texto original e mesmo não tendo ficado o melhor de todos, gosto muito dele. Espero que gostem também.

Sentir sem pensar (By Cinthia Alencar Pacheco)


É estranho esse negócio de sentimento que o povo fala. Dizem que muitas vezes não tem a ver com o pensamento, que a gente sente sem pensar...
Outro dia ouvi uma expressão dita por uma mulher dizendo que quando se pensa a gente entende, mas tem horas que a gente só sente, e quando se sente não entende muito.
Tirando a confusão que a expressão refuta, fico com a parte do sentimento. Na verdade a parte de que não se pensa quando sente, ou que quando se sente não se está pensando, revela apenas o quanto nosso coração fala mais alto que o nosso cérebro em muitas vezes.
E nessa habilidade do coração entra os mais diversos sentimentos, como a amizade, o carinho, o afeto, o amor, e outros ainda como a raiva, o ódio, a intempestivdade. E é o contraste desses sentimentos que prova que quando os sentimos não estamos pensando realmente, naquela hora que o sangue ferve, seja de amor ou ódio, se fazem coisas mirabolantes, inacreditáveis e muitas vezes belas e irresistíveis.
São essas sensações que nos movem, nos levam pra frente, nos faz ligar naquela hora em que você acha que já perdeu tudo, ou que faz dizer "Eu te amo", às vezes tendo certeza que não vai gostar da resposta...
Mas esses sentimentos, principalmente os mais delicados não são para todos... Não porque talvez existam pessoas que não foram feitas para amar, porque o amor existe para todos... Porém, o fato de sentir e demonstrar esse amor, não é para todos, porque para usufruir os benefícios disso, é preciso alcançar certo nível de renúncia e compreensão que poucas pessoas atingem.
Por isso se vê tanto falar em pessoas duras de coração, são os milhos de pipoca do texto de Mário Quintana, que tão bem retrata este assunto ao usar como comparação o estourar dos milhos de pipoca.
Assim como cada um nasceu para amar, nem todos amam realmente. Tenho amigas e amigos que amam muito, doam, e sofrem. Sabe, daqueles amigos que são amigos mesmo, que não são tantos, daqueles que a gente talvez conte nos dedos de uma só mão. Mas também conheço pessoas amargas, de coração duro, que sequer permitem certas abordagens de amizade. Ninguém as conhece realmente, nem elas têm o prazer de conhecer ninguém, seja amigo ou amor.
A vida é feita de confiança, de amizade, de amor, mas de certa malícia também. Não com as reservas do coração, que como alguém me ensinou, ninguém nunca perde nada em ser bom, mas com os sentimentos transmitidos por outras pessoas, que nem sempre são os belos sentimentos, só são apenas sentimentos, muitas vezes confusos ou maléficos, mas que nos atingem de alguma forma.
Para aquelas pessoas que sentem sem pensar, que amam sem querer nada em troca, que são amigas e compartilham esses belos sentimentos, para estas, está reservada a plenitude da vida que é aquela que tantos procuram chamada felicidade. Para as outras pessoas, está reservada a vida somente, que elas levam, e empurram, e se amarguram, e simplesmente existem nessa vida, sem deixar marcas de amor, amizade e carinho, estas vivem o que conhecemos de infelicidade.
Cada um de nós convive com estes dois tipos de pessoas as felizes e as infelizes. Eu faço tudo para ser dessas pessoas felizes, que faz muito por um momento feliz e muito também para não conhecer o infeliz instante. Sabe, ainda sou daquele ideal, talvez antiquado de que quando se é amigo, é de verdade, se é amor, é verdadeiro, que não tem dia, nem noite, nem dinheiro, nem falta de dinheiro, que está sempre do lado. Quem é assim também reconhece o outro. E quem não é, não percebe essa beleza da amizade ou do amor em ninguém, e por isso, geralmente essas pessoas têm muitos conhecidos, conhecem todo mundo e muita gente as conhece, mas tem poucos amigos de verdade.
Bem, de minha parte, prefiro ser a amiga boba, que liga e liga de novo e está sempre presente e ser sempre feliz, do que viver sem ter proporcionado estes momentos a alguém, porque quem os compartilhou comigo naquele momento foram felizes. Gosto de ser assim, sentir sem pensar, e deixar o cérebro e a razão para aqueles momentos frios e calculistas que temos de vez em quando, pois nesses momentos, eles me serão úteis.
Sem querer alcançar o nível da vanglória, prefiro mesmo ser assim, sou feliz e aos poucos vou me moldando, vou aprendendo a ser uma pessoa melhor e cada dia passar coisas boas aos que estão a minha volta. Espero que todos tenham ou alcancem essa felicidade, ou que pelo menos, consigam de vez em quando, sentir um pouco sem pensar tanto, pois neste momento, que conseguir tal proeza, estará um passo mais perto da tão cobiçada Felicidade!!!

(The end)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Oi, nem tão simples assim...


Há muitos anos cliente da Brasil Telecom, hoje cliente Oi, pelo menos nas propagandas de TV que insistem em pregar uma falsa facilidade dos serviços que agora no site consta como NovaOi.
Na verdade, o que é simples nesta operadora é não ser atendido. Porque em operações complexas até poderia entender prazos para atendimentos, mas é muito simples alterar uma data de vencimento ou prorrogar uma fatura. Um chip demora mais de um mês pra chegar e quando consigo falar com um atendente ele me informa que eu sou cliente Brasil Telecom e ele é funcionário da Oi e o sistema não o permite me atender... Realmente muito bem treinado para não atender um cliente! Informações controversas, um me diz que meu chip já foi postado, outro me diz que não tem pedido ou então ele só pode ver minha solicitação se eu lhe informar o número do protocolo. Aliás, com o número do protocolo em mãos a atendente não consegue verificar, houve uma falha no sistema. É, sendo cliente Brasil Telecom não participo do mundo simples da Nova Oi. Muito absurdo o que fazem com os clientes, eu sou mais uma gota no oceano que dá conta de milhões de clientes, mas poderiam pelo menos mudar a propaganda porque na verdade nada é simples em uma empresa que prega atendimento com um simples Oi. Tenho certeza que não estou sozinha, mas pelo menos quero compartilhar minha indignação. Pagando sempre em dia minha fatura, aliás, pode ser também, porque gastamos pouco em nossa empresa. Mas, sabem o que é interessante? No mês que atrasei o pagamento, me ligaram para cobrar, ah, então sabem como falar comigo, mas realmente me atender não é importante, mas me cobrar sim...
Oi, simples assim...ah, fala sério, a propaganda deveria usar a música “Se” do Djavan (aliás, a música é maravilhosa): Mais fácil aprender japonês em braile do que ser atendida na simplicidade da novaOi.

(The end)

Seria cômico, se não fosse trágico!





Há muitos dias sem escrever, confesso que um pouco sem inspiração também, ou motivações pouco nobres, pensei em um assunto bem interessante pra voltar. E nada melhor do que escrever com bom humor!
Desde criança ouço que rir é o melhor remédio e realmente tenho comprovado em minhas experiências que é verdade... mas tenho que admitir que os motivos que fazem as pessoas sorrirem hoje não são mais tão nobres assim, ou se não nobres não são ao menos engraçados...
Outro dia ouvi uma celebridade dizer em uma entrevista que faz as pessoas sorrirem debochando de si mesmo.. Achei meio trágico pensar que pra fazer alguém sorrir tenho que falar mal, debochar, criticar ou simplesmente denegrir a imagem de algo ou alguém. Parece que somos meio maus ao sorrir de tais coisas...
Na internet as notícias que dão mais ibope ou que todo mundo acha graça tem um personagem central passando um vexame danado!
Fiquei feliz ao lembrar que não tenho um blog ou uma coluna que faz alguém rir, porque apesar de ser capaz de pensar em algo, não considero ser esta uma opção. Foi-se o tempo em que se sorria de piadas inocentes ou de um mal-entendido simples ou de um desenho sem malícias, e nem vou entrar no mérito de desenhos porque estes sim são realmente cruéis.
Longe de ser moralista ou querer tratar de algo tão complexo de forma definitiva gosto de escrever que bom humor é realmente ser feliz, não é estar o tempo todo sorrindo ou fazendo graça ou sendo o centro das atenções. Mas, é realmente ter uma palavra certa de ânimo, de bom dia ou olá e até fazer graça, mas não da roupa ou do palavreado de alguém. É um desafio lembrar algo bem-humorado que enalteça. Será que conseguimos?
E nesta onda de comédias, vamos rindo das tragédias, dos desastres e tornando-os engraçados e trágicos...

(The end)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Regra para a felicidade...

Recebemos inúmeros sobre diversos assuntos, mas alguns realmente nos emocionam. Organizei uma tirinha que recebi por e-mail a qual desconheço o autor, mas é muito linda e pode-se fazer uma bela reflexão sobre ela... Compartilho então com vocês...





(The end)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Chique!


Hoje refletindo sobre algumas questões voltei a pensar sobre as pessoas e como se relacionam. Assunto infinito esse, diga-se de passagem. Afinal, quanto tempo, gastamos com conversas intermináveis sobre comportamento e a forma como consideramos certo ou errado aquela forma de agir. Algum tempo perdido com certeza, mas outros momentos revelam pérolas que deveriam ser observadas. A verdade é que a percepção que temos de cada pessoa revela na íntegra como somos. Sempre exigimos, e certas vezes com algum rigor, algo que nós mesmos desejaríamos ser capazes de fazer. Em vários aspectos é comum observarmos jeito de vestir, falar, comer, sorrir e sempre comentamos sobre como aquela pessoa deveria agir ou fazer. Mas será que existe a forma correta de se fazer tais coisas? Um modo padrão que atenderia a todos?! Talvez fosse muita ousadia afirmar que sim e estaria cometendo a mesma “gafe” de “exigir” que pessoas se comportassem da forma como considero ideal. Bem, para apoiar e até fundamentar minha opinião, vou “apropriar-me” de um pedaço de um texto atribuído a Glória Kalil (Ser chique sempre) quando apresenta a afirmação: “Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.  O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida”.
O texto todo é muito interessante, e tomando por base esse trecho, tenho que concordar com ela. Talvez seja realmente impossível determinar um padrão de comportamento e muitas outras coisas, mas podemos pontuar certas peculiaridades que bem poderiam ser comuns a todos. Viria a calhar se ao invés de paredes construíssemos pontes como já afirmou alguém e tais características seriam significativamente interessantes neste processo. Pode não ter um decreto para afirmar que alguém é chique, mas há um consenso com certeza. Quando cada pessoa passar a olhar para si, e mudar suas concepções duras e frias com certeza contagia outra, e outra, e outra e quando menos se espera muda-se o mundo. Corajoso é aquele que muda, que reconhece a necessidade de transformação e começa agir em prol disso, sem perder sua identidade, autenticidade. E no final das contas cada um será chique realmente, por dentro e por fora. Ser chique é um estado de espírito permanente que vai ser responsável por algo que está bem fora de moda ultimamente, mas é o desejo de todos e de cada um, é aquela coisinha que todo mundo chama de felicidade! Porque “Chique mesmo é ser feliz”!

(The end)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A novidade do amor...


Hoje o tema é o amor. Esse como sempre, são muitos os que escrevem, cantam e falam sobre ele sem parar. E para compartilhar com todos um texto muito interessante que recebi sobre casais. A verdade de uma relação diária que é construída sempre baseada em amor... É importante refletir sobre isso.. Essa vai para os casais, para aqueles que estão em busca de um par e ainda para os que nem se deram conta disso ainda. O texto é atribuído a Arthur da Távola e a tradução é livre. Realmente encantador...



Amor (Arthur da Távola)

Aos casados há muito tempo,
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...
Reflitam! Todo casal deveria ser...
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma óptima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, ficar a babar. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um autocarro lotado. Há algum médico por perto?!
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos: o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. Todos são o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Amo-te, amo-te... Meu amor... Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência...
Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem de haver equilíbrio para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem de haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem de saber levar. Amar, só, é pouco. Tem de haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem de haver disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem de ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem de haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem de haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.
É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente', não basta. Entre os homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem de haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Então, Um bom Amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram!

(The end)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E o ano começa...


Após a virada do ano sucumbimos a um novo espírito, alguns revolucionários, outros saudosistas, outros confortáveis e há até os incomodados. Mas certo é que todos de alguma forma, mesmo de maneira inconsciente se transformam com esta simples passagem. Em 2011, estão previstos sérios acontecimentos. Cada um em sua vida planeja e projeta sonhos que podem se tornar realidade. E um ser humano também é feito de sonhos. Quando se pensa em realizar alguma coisa, independente do critério que se usa, o importante é concretizar aquilo que foi projetado, mesmo que muitas vezes nada saia como foi planejado. Este ano promete... Que neste novo ano, você tenha:
2 x mais esperança
0 x nada de tristeza e más notícias
1 x um milhão de alegrias e pra completar
1 x um montão de momentos felizes com seu amor e sua família 2011 vezes melhor que toda sua vida...

E ainda está em tempo de se desejar “Feliz Ano Novo”, ou como sempre me diz um grande amigo: “Feliz Ano Todo”...
(The end)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

E o ano termina...


Época boa demais esta de final de ano, até esqueci de compartilhar tantas alegrias. São muitas alegrias, balanço, reflexão, presentes, lembranças, enfim, material suficiente para dar uma guinada em 2011.
Até quem não gosta do ano novo se contagia de alguma forma com a atmosfera que paira no ar. Cada um com suas manias e desejos, mas a verdade é o que a virada de ano é meio mágica. Rever aquele parente antigo, estar sozinho pra variar, mudar de ideia e mudar de novo. Ver um filme, aguentar “aquela pessoa”, tudo faz parte de cenas muito corriqueiras, mas que é uma delícia reviver...
Procurei alguma coisa que traduzisse esse momento tão especial... Mas não precisei procurar muito, uma amiga me enviou por e-mail um texto atribuído a Carlos Drummond de Andrade o qual reproduzo abaixo para vocês! É muito bacana e externa realmente o que essa virada de ano e de vida representa...
Deliciem-se!

"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada
minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!!!"

                                               Carlos Drummond de Andrade

(The end)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Triste Despedida...



A nova reforma ortográfica da língua portuguesa teve muitas alterações, causou um reboliço por onde passou e atingiu o país de forma profunda... Abaixo, compartilho um excelente texto, o qual, infelizmente, desconheço o autor. Porém, faço minhas congratulações ao TREMA, sua despedida foi tocante. Até o WORD sublinhou de vermelho as palavras “tremadas”, o coitadinho foi mesmo abolido do nosso bom português!!! Adeus TREMA! Ainda bem que ele teve alguns companheiros que foram embora, assim, não se sentiu tão sozinho....


**Despedida do TREMA**

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos. Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos!
Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes! O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C  que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas? A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou - me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.

Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

Adeus,
Trema.

(The end)

sábado, 27 de novembro de 2010

Eu quero ter cabelos brancos...


Quero compartilhar a história abaixo, que, aliás, se eu estivesse lá também faria questão de aplaudir o senhor!!! Realmente quando pensarão em deixar filhos melhores para este planeta e não um planeta melhor para nossos filhos??? Ouvi esta frase em algum lugar e achei pertinente... Uma questão a refletir... Segue a estória:


Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, por que era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.
"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo!", o estudante disse alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular, plasma, LCD, televisão digital, MP3, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte. Nós temos energia nuclear, carro elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e...," - fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e disse:
- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las. E você, um bostinha de merda arrogante dos dias de hoje, o que acha que está fazendo para a próxima geração, se fartando de êxtase, cocaína, LSD e crack perdendo o precioso tempo em bailes rave?
Foi aplaudido de pé!
(The end)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Comprando bem, que mal tem...

Época de muitas festas, família reunida, enfim, estamos no fim de ano. Natal, réveillon, presentes e claro, muitas compras... E claro, a comodidade, facilidades, bons preços atraem para o mercado do momento, a internet. Mas, paira uma dúvida no ar: a segurança. Hoje em dia, já é seguro, comprar, comprar e comprar pela grande rede. Resposta: sim, mas com ressalvas.

As vantagens são inúmeras e atrativas, mas alguns cuidados são necessários para evitar transtornos. Nas datas comemorativas aumentam os atrativos e devem ser aumentada a cautela também, pois muitos golpistas tentam iludir consumidores com sites falsos ou mesmo com produtos inexistentes a preços convidativos.
Apresento a vocês 10 dicas valiosas na hora de escolher seus produtos e clicar em “comprar”. Vamos lá:
1.     Busque e se informe sobre o site em que quer comprar. Use as pesquisas na rede (Google) veja se não há reclamações. Digite o nome da empresa ou ainda visite sites como: www.reclameaqui.com.br. Investigue o site a fundo. Os mais confiáveis são os mais conhecidos, americanas, shoptime, submarino, extra...
2.     Caso o endereço seja “internacional” como .com ou .net use o www.whois.sc para ver os dados de quem registrou o domínio. Verifique procedimentos para reclamação, devolução, garantias, etc. Não forneça informações desnecessárias para se efetuar uma compra.
3.     Guarde todos os dados das compras, como o nome do site, itens adquiridos, valores pagos, número do protocolo da compra ou pedido e todos os dados coletados com as dicas anteriores. Bem como, todos os e-mails e mensagens trocadas entre você e o fornecedor, confirmação do pedido e outros dados que comprovem a compra e suas condições. E também sobre despesas adicionais como fretes ou taxas, assim como os prazos de entrega ou execução dos serviços para evitar surpresas desagradáveis.
4.     Exija nota fiscal sendo empresa ou não, já que isso pode ser uma garantia de que o produto não é roubado e também lhe dará crédito na hora da reclamação, além da garantia contra defeitos no produto e eventual troca.
5.     Atualize seus programas de computador como antivírus e limpadores. Atenção para mensagens falsas que chegam a seu e-mail com promoções nesta época do ano.
6.     Não use computadores públicos para compras online.
7.     Usar o cartão de crédito é sempre seguro. Prefira este meio de pagamento na internet. Caso o site em questão não tenha meios de pagamento por cartão, prefira pagamentos por boleto bancário ou Sedex a cobrar.
8.     Pesquise preços, se o produto estiver muito diferente de outros sites, desconfie. Veja a certificação do site como Loja ouro, Loja diamante, pesquise em sites de certificação como www.ebit.com.br.
9.     Oriente-se, qualquer dúvida, procure alguém que já tenha feito compras online para dar dicas a você ou recorra ajuda profissional.
10.  Enfim, sempre o bom senso é a melhor opção. Gaste muito tempo, tomando sua decisão, não compre de primeira. Discuta com sua família, vá a lojas físicas de sua cidade olhar o produto. E lembre-se, o cliente tem direitos, consulte o código de defesa do consumidor. Para trocas, o cliente tem 7 dias corridos a partir da data de recebimento do produto e demais regras, a empresa tem sempre obrigações.
É isso aí, atente-se bem para as dicas, tenha cautela e boas compras a todos...
(The end)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A idade e a mudança - Lya Luft

Hoje resolvi compartilhar este texto maravilhoso atribuído a Lya Luft, aliás, excelente escritora, ao qual tenho acompanhado e me deliciado com suas palavras. Vejam o texto abaixo: A Idade e a Mudança...

Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo.
Era um bate-papo com uma plateia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A plateia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
Lya Luft
(The end)

sábado, 30 de outubro de 2010

Escrever pra quê?



Estive pensando sobre a arte de escrever... Sobre este assunto é sempre bom pensar porque todo mundo não escreve, primeiro pensei sobre o fato de que pode ser a prova de alguma coisa que as pessoas não querem que saibam, como se fosse a prova de um crime, ou pelo menos uma evidência talvez... pensei ainda sobre questões pessoais, o que quando estamos falando de pessoas é muito complexo e subjetivo, mas também algo individual então não se aplicaria a todas as pessoas, assim imaginei não ser este o melhor pensamento... será que conteúdo, expressão, medo, erros, emoções, sentimentos, ou a falta deles...sei lá... passou muita coisa pela minha cabeça. Mas depois fiquei imaginando e voando em pensamentos que concluí que na verdade nós escrevemos por vários motivos... e sempre escrevemos, mesmo que nunca publiquemos um livro, ou um artigo ou coisa qualquer sempre há papel e caneta por perto pra escrevermos um nome, um telefone, um eu te amo, mesmo sem saber pra quem... é certo que a expressão humana se dá por muitas formas e mesmo muitas e muitas pessoas escrevem porque se expressar por palavras é mágico, é viajar, é confessar, é esconder, é disfarçar, enfim, é sempre muito mais que apenas palavras, frases, estruturas linguísticas ou como queiram chamar... escrever é sempre deixar escorrer pelos dedos sentimentos e emoções que podem vir do coração, da alma ou simplesmente de um momento, uma música, uma carta... e lembrando sempre que há motivo sempre, mesmo que um só ou vários é uma oportunidade única rascunhar alguma coisa e poder mostrar ao mundo um pouquinho daquilo que pode ser só você...
(The end)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Refletir...

Hoje vou compartilhar uma bonita estória com vocês...

CASAMENTO

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou longe os talheres e gritou "Você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio". Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse: "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho... Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti: "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos todas as manhãs. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Muitos fracassos na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..
UM CASAMENTO CENTRADO EM CRISTO É UM CASAMENTO QUE DURA UMA VIDA TODA.
"Os fracos nunca perdoam. O perdão é uma virtude dos fortes".
(The end)